ANÁLISE DA CORRELAÇÃO ENTRE DIFERENTES ESCALAS DE AVALIAÇÃO DE NÍVEL DA DOR EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA

Brenda Beatriz Silva Monteiro, Daniela Ferreira Leite, Luisa Cabral Matias, Paulo Eduardo Santos Ávila, Larissa Salgado de Oliveira Rocha, Rodrigo Santiago Barbosa Rocha

Resumo


Decorrente do avanço tecnológico e das políticas públicas de saúde, observou-se nos últimos anos que a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), na área de pediatria obteve um grande desenvolvimento no Brasil. Dentre os motivos para a procura dessa assistência ao paciente pediátrico, os mais frequentes são processos traumáticos e infecciosos, além das doenças diversos fatores podem ocasionar dor no paciente pediátrico. Diante disso, ressaltou-se a importância da análise correta da dor do paciente internado em UTI pediátrica, utilizando escalas validadas. O objetivo do estudo foi verificar a correlação entre diferentes escalas de avaliação da dor em crianças internadas na UTI Pediátrica. Foi realizado um estudo transversal, comparativo e quali-quantitativo com crianças internadas na UTI Pediátrica. Cinquenta crianças foram entrevistadas, porém, apenas 20 entraram nos critérios de inclusão e foram consideradas neste estudo. De acordo com os resultados, a média de idade foi de 8,59±2,19, o valor de correlação entre a EVA e a Escala de Faces é de rs=0,65; p<0,008; entre a EVA e a Escala de Wong-Backern é rs= 0,48; p<0,02 e a Escala de Faces com a Escala de Wong-Backer é de rs= 0,66; p<0,0007. Conclui-se que houve correlação entre as escalas e esta demonstrou-se de moderada a baixa.


Palavras-chave


Escalas; Avaliação da Dor; Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica

Referências


Cherer EQ, Quintana AM, Pinheiro UMS. A morte na perspectiva de enfermeiros e médicos de uma Unidade de Terapia Intensiva pediátrica. Estud. psicol. (Campinas), Campinas, 2015;32(4):685-694.

Lima GM, Boulhosa FJS, Souza JA. Perfil clínico-epidemiológico dos pacientes da unidade de terapia intensiva pediátrica de um hospital referência em trauma na Amazônia. Rev. Univers. Val. Verd., 2016;14(2):13-23.

Silva MS, Pinto MA, Gomes LMX, Barbosa TLA. Dor na criança internada: a percepção da equipe de enfermagem. Rev Dor. São Paulo, 2011 out-dez;12(4):314-20.

Santos JP, Maranhão DG. Cuidado de Enfermagem e manejo da dor em crianças hospitalizadas: pesquisa bibliográfica. Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped. 2016; 16(1):44-50.

Charry CLE, Silva JA. Mensuração da dor rememorada em crianças de escola: diferenças segundo a idade e o gênero. Temas psicol., Ribeirão Preto, 2010;18(2):377-384.

Oliveira AM, Batalha LMC, Fernandes AM. Uma análise funcional da Wong-Baker Faces Pain Rating Scale: linearidade, discriminabilidade e amplitude. Rev. Enf., 2014;14(3):121-130.

Batalha LMC, Sousa AFD. Autoavaliação da intensidade da dor: correlação entre crianças, pais e enfermeiros. Rev. Enf., 2018;17(4).

WIECZOREK B. Early Mobilization in the Pediatric Intensive Care Unit: A Systematic Review. Journal of Pediatric Intensive Care, 2015;4(4):212-217.

Silva FC, Thuler LCS. Tradução e adaptação transcultural de duas escalas para avaliação da dor em crianças e adolescentes. J. Pediatr., 2008;84(4).

Heinen AC. Avaliação da dor como quinto sinal vital: uma escolha profissional de intervenção fisioterapêutica. Rev. Pesq. Fisiot., 2016 Nov;6(4):379-386.

Mendes V. Adaptação cultural e validação da versão portuguesa da Escala Face, Legs, Activity, Cry, Consolability – Revised (FLACC-R). Rev. Enf., 2013;11:7-17.

Valdivies AMH, Sánchez MBS, Ortega ICM. Efecto del incremento de la PEEP en la actividad muscular respiratoria evaluado con electromiografía de superficie en individuos sanos bajo ventilación espontánea. Rev. Med. Univers. Ant., 2016;29(3):1-2.

Silva MS, Pinto MA, Gomes LMX, Barbosa TLA. Dor na criança internada: a percepção da equipe de enfermagem. Rev. Dor. São Paulo, 2011;12(4).

Correia LL, Linhares MBM. Avaliação do comportamento de crianças em situação de dor: revisão de literatura. J. Pediatr., 2008;84(6).

Silva LDG. Escalas de avaliação de dor: processo de implantação em uma unidade de terapia intensiva pediátrica. Rev enferm UFPE on line., Recife, 2014;8(4):857-863.

Batalha L. Anatomia, neurobiologia e fisiopatologia da dor. In N. Barata (Coord.), A dor: Uma visão multidisciplinar (pp. 17-35). 2015. Lisboa, Portugal: Coisas de Ler.

Lopes PFF. Aplicabilidade Clínica da Variabilidade da Frequência Cardíaca. Rev. de Neur., 2013;21(4):600-603.


Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.