COMPARAÇÃO DO TEMPO DE REAÇÃO EM DUAS MODALIDADES ESPORTIVAS: VOLEIBOL E TIRO ESPORTIVO

Naiara Laís Favarim Silva, Fábio Angioluci Diniz Campos, Leandra Cristina Benetti Campos, Idico Luiz Pellegrinotti, Herbert Ugrinowitsch

Resumo


Este estudo teve como objetivo analisar o tempo de reação simples (TRS) em praticantes de duas diferentes modalidades esportivas: voleibol e tiro esportivo. A amostra foi composta por 28 cadetes do sexo masculino da Academia da Força Aérea: 8 atletas do tiro esportivo, 10 atletas do voleibol e 10 sujeitos do grupo controle. Para este estudo, foi utilizado o Motor Learning Activity Software (Copyright 1992 Human Performance Laboratories Texas A&M University). Os sujeitos reagiram ao sinal luminoso pressionando a tecla o mais rápido possível, para que fosse verificado o seu TRS dado um estímulo visual. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas para o TRS entre os três grupos de atletas (voleibol, tiro esportivo e grupo controle). Estes dados sugerem que as práticas esportivas do voleibol, tiro esportivo e grupo controle não interferem na coordenação neuromuscular para neste tipo de teste.

 


Palavras-chave


Tempo de reação simples; voleibol; tiro esportivo.

Referências


- Us Surgeon General. Surgeon General’s report on physical activity and health: from the Centers for Disease Control and Prevention. JAMA 1996; 276 (7): 522.

- Mcardle WD, Katch FI, Katch VL. Exercise physiology: nutrition, energy, and human performance. Lippincott Williams & Wilkins, 2010.

- Lupinacci NS, Rikli RE, Jones CJ, Ross D. Age and physical activity effects on reaction time and digit symbol substitution performance in cognitively active adults. Research Quarterly for Exercise and Sports. 1993; 64(2): 144-150.

- Simonen RL, Videman TAPIO, Battié MC, Gibbons LE. The effect of lifelong exercise on psychomotor reaction time: a study of 38 pairs of male monozygotic twins. Medicine & Science in Sports & Exercise. 1998; 30(9): 1445-1450.

- Bruzi AT, Fialho JVAP, Fonseca FS, Ugrinowitsch H. Comparação do tempo de reação entre atletas de Basquetebol, Ginástica Artística e não atletas. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 2013; 35: 469-480.

- Schmidt RA, Lee TD. Motor control and learning: a behavioral emphasis. 3ª Ed. Champaign: Human Kinetics, 2005.

- Marteniuk RG. Information processing in motor skill. New York: Holt, Rinehart & Winston, 1976.

- Schmidt RA, Wrisberg AC. Aprendizagem e Performance Motora: uma abordagem baseada na situação, 4ª edição. Porto Alegre, Artmed, 2009.

- Magill RA. Aprendizagem motora: conceitos e aplicações. São Paulo: Edgard Bluchër, 2000.

- Bear MF, Connors BW, Paradiso MA. Neuroscience: exploring the brain. Baltimore: Williams & Wilkins. 1996: 135-136.

- Voorrips LE, Lemmink KA, Van Heuvelen MJ, Bult, PETRUS, Van Staveren WA. The physical condition of elderly women differing in habitual physical activity. Medicine & Science in Sports & Exercise. 1993; 25(10): 1152-1157.

- Mcmorris T, Keen P. Effect of exercise on simple reaction times of recreational athletes. Perceptual and Motor Skills. 1994; 78(1): 123-130.

- Kuukkanen T, Mälkiä E. Effects of three-month active rehabilitation program on psychomotor performance of lower limbs in subjects with low back pain: a controlled study with a nine-month follow-up. Perceptual and Motor Skills. 1998; 87(3): 739-753.

- Vaghetti C, Roesler H, Andrade, A. Tempo de reação simples auditivo e visual em surfistas com diferentes níveis de habilidade: comparação entre atletas profissionais, amadores e praticantes. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. 2007; 13(2): 81-85.

- Cbte, Confederação Brasileira De Tiro Esportivo. Disponível em www.cbte.org.br/. Acessado em 10 de Janeiro de 2015, 2015.

- Ugrinowitsch H, Lage GM, Santos-Naves SPD, Dutra LN, Carvalho MFS, Ugrinowitsch AAC, Benda RN. Transition I efficiency and victory in volleyball matches. Motriz: Revista de Educação Física. 2014; 20(1): 42-46.

- Maciel RN, Moraes AP, Ferreira LA, Wagner P. Comparação do tempo de reação simples e de escolha entre atletas de voleibol. Revista Científica Internacional. 2012; 1(7): 131-193.

- Schimidt RA. Aprendizagem e performance motora: dos princípios à prática, São Paulo: Movimento, 1993.

- Miyamoto RJ, Meira CMJ. Tempo de reação e tempo das provas de 50 e 100 metros rasos do atletismo em federados e não federados. Revista Portuguesa de Ciência do Desporto. 2004; 4(3): 24-48.

- Ruschel C, Haupenthal A, Hubert M, Fontana HB, Pereira SM, Roesler H. Tempo de reação simples de jogadores de futebol de diferentes categorias e posições. Revista Motricidade. 2011; 7(4): 73-82.

- Chagas MH, Leite LMF, Ugrinowitsch H, Benda RN, Menzel HJ, Souza PRC, Moreira EA. Associação entre o tempo de reação e de movimento em jogadores de futsal. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. 2005; 19: 269-275.

- Barcelos JL, Morales AP, Maciel RN, Dos Anjos Azevedo MM, Da Silva VF. Tempo de prática: estudo comparativo do tempo de reação motriz entre jogadoras de voleibol. Fitness & Performance Journal. 2009; 2: 103-109.

- Youghen LAA. Comparison of Reaction and Movement Times of Woman Athletes and nonathletes. Research Quarterly. 1959; 30: 318-355.

- Michaels CF, Isenhower RW. Information space is action space: perceiving the partial lengths of rods rotated on an axle. Attention Perception and Psychophysics. 2011; 73: 160-171.

- Christina RW. Motor learning: future lines of research. In: Safrit MJ, Eckert HM. The cutting edge in physical education and exercise science research. Champaign: Human Kinetics. 1987: 26-41.

- Ugrinowitsch H. Benda RN. Contribuições da aprendizagem motora: a prática na intervenção em educação física. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. 2011; 25: 25-35.


Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.