A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NO PÓS-OPERATÓRIO DE MASTECTOMIA

Carolina Nunes Coelho, Erica Silva Oliveira, Selma Fernandes, Thaisa Artuzo

Resumo


O câncer é um termo que envolve os tipos de doenças malignas que têm em comum o crescimento desordenado de células, que podem invadir tecidos adjacentes ou órgãos a distância podendo se dividir rapidamente, essas células pode ser incontroláveis e agressivas, acarretando a formação de tumores, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer de mama é classificado como uma doença que sua causa principal é pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, formando um tumor com capacidade de invadir outros órgãos.  No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam em crescimento, certamente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. O objetivo desse trabalho foi avaliar a importância da fisioterapia na prevenção de sequelas de mulheres que realizaram pós-mastectomia. O presente trabalho consistiu em uma pesquisa de campo quali-quantitativa e a aplicação de um questionário de 17 perguntas fechadas realizado pela plataforma Google Forms, aplicado para 20 mulheres que tiveram câncer de mama. Como resultados obtidos pode ser observado das 20 mulheres entrevistadas que a faixa etária predominante foi de 30 a 49 anos, 45% encontrou o nódulo na mama pela mamografia de rotina, 90% das mulheres não teve complicações pós-operatório e que dessas complicações apenas 20% apresentou a presença de linfedema, das 20 mulheres 90% recebeu orientações sobre os cuidados e 50% realizou a fisioterapia, 65% teve a mobilidade articular diminuída e a importância da fisioterapia foi avaliada em 90% das mulheres com nota 10. Pode se concluir com base na pesquisa que o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, mas, que se for identificado no começo a chance de óbito é menor. Pode se observar que a fisioterapia é bem avaliada para todas as pacientes que realizaram a mastectomia, sendo de extrema importância no pós-operatório, evitando complicações como linfedema e na diminuição da amplitude de movimento.

DOI: 10.36692/v13n3-17


Palavras-chave


Câncer de mama, mastectomia, fisioterapia.

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OBSERVAÇÃO: Os autores declaram não existir conflitos de interesse de qualquer natureza.


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