ATIVIDADE FÍSICA, CONSUMO ALIMENTAR E QUALIDADE DE VIDA DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM HOSPITAIS

Cristina Maria Mendes Resende, Luane Pricila Cavalcante de Freitas, Andréia Sousa de Silveira, Edjane Freitas Silva, Fabrício Olinda de Souza, Eduardo Eriko Tenório, Ricardo Freitas Dias, Emília Chagas Costa, Fabrício Cieslak, Marco Aurélio de Valois Correia Junior

Resumo


Objetivo: Comparar a qualidade de vida, o consumo alimentar e o nível de atividade física entre diferentes profissionais de saúde que trabalhavam em unidades de terapia intensiva (UTIs) e enfermarias. Métodos: Estudo transversal e analítico realizado em UTI’s e enfermarias adultos. A qualidade de vida foi avaliada pelo word health organization quality of life instrument bref (WHOQOL - bref), o consumo alimentar pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) e o nível de atividade física pelo international physical activity questionnaire (IPAQ - versão curta). Resultados: Foram avaliados 252 profissionais de saúde. Trabalhadores da enfermaria apresentaram melhor qualidade de vida do que a UTI nos domínios físico (4,12 ± 0,51 vs 3,94 ± 0,48; p = 0,006) e psicológico (4,06 ± 0,51 vs 3,86 ± 0,46; p=0,002). Quase metade dos indivíduos foram classificados como inativos, não apresentaram hábitos diários relacionada alimentação saudável e apresentaram práticas alimentares pouco recomendadas mais do que duas vezes por semana. Conclusões: A enfermaria apresentou melhor qualidade de vida do que a UTI. A formação na área da saúde deveria estimular hábitos de vida saudáveis devido um maior conhecimento sobre a gênese e fisiopatologia das doenças, no entanto quase a metade da população estudada estavam inativos e não apresentavam hábitos saudáveis relacionados a alimentação.

DOI: 10.36692/v13n2-12


Palavras-chave


Atividade física; Consumo alimentar; Qualidade de vida; Profissionais de saúde

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OBSERVAÇÃO: Os autores declaram não existir conflitos de interesse de qualquer natureza.


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