IMPACTO DA PRÁTICA DA HIDROGINÁSTICA NA VELOCIDADE DA MARCHA EM IDOSOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Matheus Kaian Rosas Lima, Rodrigo Feliz Maia, Romário Ferreira Leão, Rosa Costa Figueiredo, Leandro Borelli de Camargo, Carlos Henrique Prevital Fileni, José Ricardo Lourenço Oliveira, Rodrigo da Silva de Jesus, Larissa Nazaré Queiroz de Araújo Almeida, Mariela de Santana Maneschy, Luiz Felipe Sílio, Ricardo Pablo Passos, Bráulio Nascimento Lima, Guanis de Barros Vilela Junior, Klebson da Silva Almeida

Resumo


A prática frequente de hidroginástica na terceira idade é capaz de promover modificações morfológicas, sociais e fisiológicas. Em contrapartida, a inatividade física, assim como o processo de envelhecimento, estão associadas à redução da capacidade funcional, dentre as capacidades funcionais, temos a velocidade da marcha que é um dos movimentos humanos mais comuns, sendo resultado da interação dos sistemas nervoso e osteomuscular, de acordo com os estudos analisados, os exercícios físicos são uma maneira eficiente de prevenção e redução dessas perdas provenientes no decurso de envelhecimento, de modo que a hidroginástica promove modificações funcionais e articulares, beneficiando a velocidade marcha do indivíduo. Deste modo, o presente estudo possui a finalidade de identificar a influência da hidroginástica na velocidade da marcha em idosos. A presente pesquisa foi realizada em três bases de dados (PubMed, BVS e Scielo), com a finalidade de coletar dados científicos para embasar este estudo. Verificou-se nesta revisão uma escassez de estudos que relacionam diretamente os exercícios aquáticos com a velocidade da marcha em pessoas idosas, evidenciando a necessidade da realização de mais pesquisas nesta área, aumentando assim o arcabouço científico voltado para este tema.

Palavras-chave


Idoso, Exercícios aquáticos, Hidroginástica, Velocidade de Marcha, Capacidade funcional.

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OBSERVAÇÃO: Os autores declaram não existir conflitos de interesse de qualquer natureza.


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