PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE CRIANÇAS VÍTIMAS DE ACIDENTES DOMÉSTICOS EM UM HOSPITAL REFERÊNCIA NA AMAZÔNIA

Ellen do Socorro Cruz de Maria, Izabela Santos Teixeira, Maria Luciana de Barros Bastos, Marta Caroline Araújo da Paixão, Thiago Almeida Silva, Polyana Barbosa de Oliveira, Renato da Costa Teixeira, José Wagner Cavalcante Muniz

Resumo


Objetivo: Este estudo objetivou formular um perfil das internações infantis por acidentes domésticos atendidos em um hospital de referência na Amazônia entre os anos de 2013 a 2016. Métodos: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo e quantitativo realizado através da análise de prontuários utilizando uma ficha de coleta elaborada pelos pesquisadores. Para análise, adotou-se estatística descritiva através da utilização do programa Microsoft Office Excel 2010. Resultados: Foram analisados 733 prontuários, onde se observou que referente a acidentes domésticos, crianças menores de 2 anos, do sexo masculino, residentes da região metropolitana de Belém, vítimas de quedas e queimaduras, constituem o perfil de atendimento do hospital metropolitano de urgência e emergência. Conclusão: O presente estudo demonstra que o ambiente domiciliar pode oferecer riscos em potencial e que há necessidade de maior orientação sobre o tema.

Palavras-chave


Cuidado Infantil. Propensão a Acidentes. Emergências. Ferimentos e Lesões. Perfil de Saúde.

Referências


Brito M, Rocha S. A criança vítima de acidentes domésticos sob o olhar das teorias de enfermagem. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online. 2015;7(4):3351-3365.

Mascarenhas M, Barros M. Caracterização das internações hospitalares por causas externas no sistema público de saúde, Brasil, 2011. Rev. bras. epidemiol. 2015;18(04).

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde. Viva: Vigilância de Violências e Acidentes: 2013 e 2014. Brasília: Ministério da Saúde, 2017.

Silva J, Fernandes K. Acidentes domésticos mais frequentes em crianças. Distrito Federal: Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – Uniceplac, 2019. Trabalho de conclusão de Curso em Enfermagem.

Meschial W, Sales C, Oliveira M. Fatores de risco e medidas de prevenção das queimaduras infantis: revisão integrativa da literatura. Rev Bras Queimaduras. 2016;15(4):267-73.

Ribeiro M, Paula M, Rocha S, Avelino F, Gouveia M. Determinantes sociais da saúde associados a acidentes domésticos na infância: uma revisão integrativa. Rev Bras Enferm. 2019;72(1):276-88.

Moita C, Andrade A, Campos R. Educação em saúde para prevenção de acidentes domésticos na infância. Revista de Trabalhos Acadêmicos – Universo Salvador. 2017;1(5).

Abib S, Françóia A, Waksman R, Dolci M, Guimarães H, Moreira F et al. Unintentional pediatric injuries in São Paulo. How often is it severe? Acta Cir Bras, v.32, n.7, p.587-598, 2017.

Barcelos R, Santos I, Matijasevich A, Barros A, Barros F, França G et al. Acidentes por quedas, cortes e queimaduras em crianças de 0-4 anos: coorte de nascimentos de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2004. Cad. Saúde Pública. 2017;33(2).

Malta D, Mascarenhas M, Medeiros M, Silva M, Carvalho M, Barufaldi L et al. A ocorrência de causas externas na infância em serviços de urgência: aspectos epidemiológicos, Brasil 2014. Ciência & Saúde Coletiva. 2016;21(12):3729-3744.

Ribeiro A, Barros M, Pereira I, Lírio C, Pais I, Couto M. Conhecimentos e práticas parentais sobre medidas preventivas de acidentes domésticos e de viação. Rev Port Med Geral Fam [online]. 2019;35(3):186-195.

Filocomo F, Harada M, Mantovani R, Ohara C. Perfil dos acidentes na infância e adolescência atendidos em um hospital público. Acta paul. enferm. [online]. 2017;30(3).

Lima E, Almeida A, Bezerra E, Carneiro E, Andrade F, Gubert F. Identificação dos conhecimentos de mães na prevenção de acidentes domésticos com crianças da primeira infância. Enferm. Foco. 2018;9(4):77-80.

Ghisi G, Dias Júnior G, Fachini J, Santos Júnior J, Santos T. Perfil epidemiológico das internações por acidentes domiciliares em um hospital pediátrico da região sul do Brasil. Arq. Catarin Med. 2018;47(4):29-38.

Barbieri M, Tacla M, Ferrari R, Sant’Anna F. Cotidiano de pais de crianças vítimas de queimadura após a alta hospitalar Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped. 2016;16(1).

Takino M, Valenciano P, Itakussu E, Kakitsuka E, Hoshimo A, Trelha C, Fujisawa D. Perfil epidemiológico de crianças e adolescentes vítimas de queimaduras admitidos em centro de tratamento de queimados. Rev Bras Queimaduras. 2016;15(2):74-9.

Brito J, Pedroso B, Martins C. Acidentes domiciliares por forças mecânicas inanimadas em crianças, adolescentes e jovens. Texto Contexto Enferm. 2016;25(2).

Gonçalves A, Araújo M, Paiva K, Menezes C, Silva A, Santana G et al. Acidentes na infância: casuística de um serviço terciário em uma cidade de médio porte do Brasil. Rev. Col. Bras. Cir. 2019;46(2).

IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011.

Perlroth M, Branco C. Current knowledge of environmental exposure in children during the sensitive developmental periods. Jornal de Pediatria, 2017.

Romero H, Rezende E, Martins E. Mortalidade por causas externas em crianças de um a nove anos. Rev Min Enferm, 2016;23.

Araujo A, Gubert F, Tomé M, Martins M, Fontenele N, Barros E. Prevenção de acidentes em uma creche: experiência com pais, professores e pré-escolares. Rev enferm UFPE on line. 2017;11(4):1671-8.

OBSERVAÇÃO: Os autores declaram não existir conflitos de interesse de qualquer natureza.


Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.