ESTRESSE E DOR EM ACADÊMICOS DE FISIOTERAPIA DE UMA INSTITUIÇÃO DO ENSINO SUPERIOR PRIVADO, NO MUNICÍPIO DE BELÉM-PA

Suellen Cristine Lima de Sá, Jéssica Evylin da Costa Siqueira, Nathália Brito da Silva, Rosana Helena da Cruz Costa, Sidney de Assis da Serra Braga

Resumo


Objetivo: analisar a prevalência de estresse e dor em acadêmicos de fisioterapia de uma instituição de ensino superior privada. Métodos: foram aplicados 3 questionários (Sóciodemográfico, Job Stress Scale e Nórdico de dor). A amostra foi composta por 106 acadêmicos do 2º, 4º e 6º período, de ambos os sexos e idade entre 16 e >35 anos. Resultados: o público predominante pertence ao sexo feminino, na faixa etária adolescente e adulto jovem, possuem cerca de 5 a 6 horas de sono por dia e participam de pelo menos uma atividade extracurricular. A pesquisa também identificou que a prevalência de estresse foi maior nos alunos do 2º período com escore final de 58 pontos, determinando alto nível de estresse e a maior incidência de dor identificada no 2º período foi na parte inferior das costas com 72,7%, enquanto que no 4º e 6º períodos, foi no pescoço com 80% e 71,4%, respectivamente, evidenciando que a região do pescoço foi de maior predominância entre a amostra. Conclusão: os acadêmicos apresentaram altos níveis de estresse. A prevalência de dor na região do pescoço pode estar associada à presença do estresse. Exigências e responsabilidades presentes no ensino superior estão relacionadas ao desenvolvimento de estresse e dor.

Palavras-chave


Dor; Estresse psicológico; Fisioterapia

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