EFEITOS DO LASER DE BAIXA INTENSIDADE NO TECIDO MUSCULAR. REVISÃO SISTEMÁTICA.

Paulo Vitor de Souza Sassim, Tereza Cristina dos Reis Ferreira, Júlio César Veiga Pena, Paula Thayna Soares Lima, Nayara Tays de Oliveira Lima

Resumo


O laser de baixa intensidade (LBI) refere-se ao uso de raios vermelhos e infravermelhos com um comprimento de onda entre 600 e 1000 nm e potência entre 5-500 miliwatts. A luz do laser pode penetrar profundamente nos tecidos, onde ela tem um efeito fotobioestimulante. O objetivo deste estudo é identificar evidências sobre o efeito do LBI no tecido muscular. Realizou-se uma busca sistemática nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem Online (MedLine/PubMed), Bireme, LILACS, Cochrane e CAPES periódicos; por artigos publicados entre os anos de 2000 a 2015. Foram utilizados os descritores: “Terapia a laser de baixa intensidade”, “Lesão”, “Músculos”, “Músculo esquelético”, “Inflamação”, “Dor” “Reação de fase aguda”, “Fototerapia”, “Fisioterapia” e seus termos equivalentes em inglês. Os critérios de elegibilidade foram: população do estudo, detalhes da intervenção, medidas dos desfechos e resultados; os estudos selecionados foram avaliados com a escala PEDro. A busca resultou em 21 artigos potencialmente relevantes, treze estudos avaliaram os efeitos do LBI sobre o desempenho e fadiga muscular e marcadores bioquímicos de recuperação muscular, um estudo verificou os efeitos do LBI sobre a resposta hipertrófica e força muscular e seis estudos verificaram os efeitos do LBI sobre a dor muscular. Apesar das diferenças nos parâmetros de aplicação do laser e protocolo terapêutico variado, os resultados mostram efeitos positivos da utilização desse recurso na reabilitação muscular.


Palavras-chave


laser de baixa intensidade; fadiga; dor; tecido muscular

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