A CONSTRUÇÃO DE UM INSTRUMENTO AVALIATIVO PARA PACIENTES COM HANSENÍASE A PARTIR DA CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE

Christian Pacheco de Almeida, Dayana Prazeres dos Santos, Fernando Lucas Costa de Lima, Steffany da Silva Trindade, Thaísa Paes de Carvalho, Larissa Salgado de Oliveira Rocha, Tereza Cristina dos Reis Ferreira

Resumo


Objetivo: Desenvolver um instrumento avaliativo sobre o grau em que o paciente com Hanseníase é afetado no que tange a sua participação social em decorrência de alterações funcionais e os fatores ambientais relacionados. Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório, descritivo e tecnológico. Desenvolvido em 3 etapas: busca na literatura, entendimento da Classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde e a construção efetiva do questionário. Resultados: A partir da análise da Classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde e de escalas já existentes para o paciente de Hanseníase, foi elaborado um questionário que abrange questões possíveis de serem afetadas após o diagnóstico e que não são abordados em outros métodos de avaliação, porém tendo relevância para análise do bem-estar geral. Conclusão: Ressalta-se que a experiência acadêmica de elaboração do questionário voltado a pacientes com Hanseníase foi eficaz por despertar o caráter inventivo e favorecer a aprendizagem de diversas temáticas necessárias na formação de um profissional da área da saúde. Por fim, considerou-se um produto que viabiliza e torna mais prática a avaliação dos pacientes com Hanseníase no que se refere ao caráter biopsicossocial.

Palavras-chave


Avaliação em saúde. Classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde. Hanseníase. Invenções.

Referências


Moreno, CMC. Associação de anticorpos específicos contra o ao desenvolvimento de incapacidade em hanseníase. 80 f. 2017. Tese (Doutorado em Enfermagem), Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/24147

Souza LR, Silva CP, Oliveira GBB, Ferreira IN. Hanseníase: Diagnóstico e Tratamento. Revista Multidisciplinar Humanidades & Tecnologia, 2019; 1(16): 423-435. Disponível em: http://revistas.icesp.br/index.php/FINOM_Humanidade_Tecnologia/article/view/680/490

Ministério da Saúde (Brasil). DATASUS. Informação em Saúde. Epidemiologia e morbidade. Hanseníase, 2017; Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0203&id=31032752

Teles SF, Tomimori J, Oliveira L, Rodrigues D, Silva RPM, Florian MC, et al. Aspectos clínicos, epidemiológicos e sociais da hanseníase em indígenas na Região do Alto Rio Juruá/Acre, Brasil. Hansen Int. 2014; 39(2): p. 47-54. Disponível em: http://www.ilsl.br/revista/download.php?id=imageBank/v39n2a06.pdf

Lanza FM, Vieira NF, Oliveira MMC, Lana FCF. Instrumento para avaliação das ações de controle da hanseníase na Atenção Primária. Rev. bras. enferm. [Internet]. 2014 Jun [citado 2020 Abr 20]; 67(3): 339-346. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672014000300339&lng=pt. https://doi.org/10.5935/0034-7167.20140044.

Souza EA, Heukelbach J, Oliveira MW, Ferreira AF, Sena Neto SA, Raposo MT et al. Baixo desempenho de indicadores operacionais de controle da hanseníase no estado da Bahia: padrões espaçotemporais, 2001-2014. Rev. bras. epidemiol. [Internet]. 2020 [cited 2020 Apr 20]; 23: e200019. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2020000100417&lng=en. Epub Mar 09, 2020. https://doi.org/10.1590/1980-549720200019.

Sousa GS, Silva RLF, Xavier MB. Hanseníase e Atenção Primária à Saúde: uma avaliação de estrutura do programa. Saúde debate [Internet]. 2017 Mar [citado 2020 Mar 16]; 41(112): 230-242. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-11042017000100230&lng=pt. https://doi.org/10.1590/0103-1104201711219.

Neiva RJ, Grisotti M. Representações do estigma da hanseníase nas mulheres do Vale do Jequitinhonha-MG. Physis [Internet]. 2019 [cited 2020 Mar 16]; 29(1): e290109. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-73312019000100608&lng=en. Epub June 19, 2019. https://doi.org/10.1590/s0103-73312019290109.

Moura EGS, Araújo APM, Silva MCR, Cardoso BA, Holanda MCS, Conceição AO, et al . Relação entre a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) e a limitação de atividades e restrição à participação de indivíduos com hanseníase. Cad. saúde colet. 2017; 25(3): 355-361. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1414-462x201700030336.

Pereira AC, Shitsuka DM, Parreira FJ, Shitsuka R. Metodologia da pesquisa científica [internet]. 1.ed. Santa Maria: Núcleo de Tecnologia Educacional da UFMS; 2018[acesso em 2019 out 22]. 57p. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/15824/Lic_Computacao_Metodologia-Pesquisa-Cientifica.pdf?sequenc

Pinto AT. Project Based Learning utilizando os conceitos e ferramentas do Programa “PMI Portugal nas Escolas” aplicados a um caso de estudo de Educação e Formação de Adultos [tese]. [Felgueiras]: Escola Superior de Tecnologia e Gestão; 2017. 11 p. Disponível em: http://hdl.handle.net/10400.22/11521

Nogueira PSF, Marques MB, Coutinho JFV, Maia JC, Silva MJ, Moura ERF. Fatores associados à capacidade funcional de idosos com hanseníase. Rev. Bras. Enferm. [internet]. 2017 Aug [cited 2019 Dec 09]; 70(4): 711-718. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672017000400711&Ing=en.http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2017-0091.

Ministério da Saúde (Brasil). Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Guia prático sobre a hanseníase, Brasília, 2017. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_hanseniase

Piexak DR, Cezar-Vaz MR, Bonow CA. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde: uma Análise de Conteúdo. Rev Fund Care Online, 2019. 11(2): 363-369. Disponível em: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/6565

Governo do Estado do Tocantins (Brasil). Secretaria de Estado da Saúde. Programa estadual de controle da hanseníase, de abril de 2017. Guia da Escala SALSA. SVPPS, abr 2017. Disponível em: https://central3.to.gov.br/arquivo/345134/

Silveira EK, Penna TA, Alves RA, Morgado FF. Estigma Percebido e Experimentado no Campo da Hanseníase no Brasil: Revisão Sistemática. In: Anais do 8º Congresso Sulbrasileiro de Ciências do Esporte; 2016, set. 08-10; Criciúma, Brasil. Santa Catarina: Secretarias do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte; 2016. Disponível em: http://congressos.cbce.org.br/index.php/8csbce/2016sul/schedConf/presentations

Guerreiro TN, Rodrigues ILA, Nogueira LMV, Távora MM. Alterações no cotidiano de pessoas acometidas por psoríase. Rev enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2018; 26:e28332. DOI: http://dx.doi.org/10.12957/reuerj.2018.28332

Alves ED, Ferreira TL, Nery I, Ramos Júnior AN et al. Hanseníase: avanços e desafios Brasília: NESPROM, 2014. 492p. Disponível em: http://www.morhan.org.br/views/upload/hanseniaseavancoes.pdf

Santos EAS, Bertelli EVM. Mudanças no Convívio Social de Pacientes Com Hanseníase. Paraná: Rev. Uningá Review, 2017, abr./jun; 30(2): 64-7. Disponível em: http://revista.uninga.br/index.php/uningareviews/article/download/2013/1606/

Ferreira JB, Macêdo KB, Martins SR. Real do trabalho, sublimação e subjetivação. In Monteiro, J. K., Vieira, F. O. & Mendes, A. M. (Orgs.), Trabalho e prazer: Teoria, pesquisas e práticas (pp. 33-49). Curitiba: Juruá, 2015. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rs/v16n1/16.pdf

Ikehara E, Nardi SMT, Ferrigno SV, Pedro HSP, Paschoal VD. Escala salsa e grau de incapacidades da Organização Mundial de Saúde: avaliação da limitação de atividades e deficiência na hanseníase. Acta Fisiátr. 2010; 17(4): 169-174. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/103386

Monteiro LD, Alencar CH, Barbosa JC, Novaes CCBS, Silva RCP, Heukelbach J. Limited activity and social participation after hospital discharge from leprosy treatment in a hyperendemic area in north Brazil. Rev. bras. epidemiol. [Internet]. 2014 Mar [cited 2019 Dec 09]; 17(1): 91-104. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2014000100091&lng=en. https://doi.org/10.1590/1415-790X201400010008ENG

OBSERVAÇÃO: Os autores declaram não existir conflitos de interesse de qualquer natureza.


Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.