ESTRATÉGIAS DE FISIOTERAPIA DOMICILIAR NO TRATAMENTO DE CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL

Hélade Beatriz Farias Figueiredo, Ingrid Ribeiro de Ribeiro, Thamires Ferreira Corrêa, Thatiane Belém Rosa, George Alberto da Silva Dias, Larissa Salgado de Oliveria Rocha

Resumo


Objetivo: Analisar a influência de estratégias fisioterapêuticas, com características lúdicas, realizadas no âmbito domiciliar no tratamento de crianças com Paralisia Cerebral. Métodos: Estudo de caso com duas crianças com Paralisia Cerebral do tipo espástica na faixa etária de 5 e 10 anos que estavam em atendimento no Ambulatório de Fisioterapia Neuropediátrica. O instrumento de coleta de dados foi a escala Medida da Função Motora Grossa. As dimensões utilizadas foram a Dimensão B (sentar) e D (levantar). Foi realizada a construção e entrega de uma maleta a partir do PJBL com atividades funcionais lúdicas aos responsáveis para estes darem continuidade ao tratamento da criança em domicílio nos dias em que não houve tratamento no ambulatório. Os dados coletados foram analisados por meio do software Excel® 2010 e por análise descritiva. Resultados: O paciente W.G apresentava limitação apenas no membro superior esquerdo, durante a reavaliação após 6 sessões, fora notado que o paciente utilizava o membro superior esquerdo nesta mesma atividade. O paciente A.J. não apresentou melhora após o tratamento. Conclusão: Concluiu-se que a terapia domiciliar por meio da maleta lúdica não gerou tantos efeitos significativos, haja vista que o tempo de tratamento fora curto somada a limitações dos pesquisadores em saberem a quantidade e a qualidade dos estímulos que os responsáveis deram em casa aos participantes.


Palavras-chave


Paralisia Cerebral; Fisioterapia; Lúdico; Serviço de Assistência Domiciliar; Terapia por Exercício.

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