Grupo de Caminhada: uma ferramenta potencializadora para a promoção da saúde e qualidade de vida do idoso

Karla Mara Coelho Ponte, João Alberto de Alencar Simão Junior, Mayara Kerly Coelho Ponte, Adriana Gomes Nogueira Ferreira, Francisco Rosemiro Guimarães Ximenes Neto

Resumo


Nos últimos 40 anos, observa-se uma inversão epidemiológica e demográfica na população Brasileira, por conta do aumento da longevidade, que vem exigindo maior aporte das redes sociossanitárias para acolher os idosos, bem como, a elevação das  doenças e agravos não transmissíveis, que aumenta as internações por causas cárdio  e cerebrovasculares, o que nos demonstra a importância econômica  e social das doenças crônicas para o Sistema Único de Saúde (SUS), além da necessidade de estratégias de promoção da saúde para melhoria da qualidade de vida da população idosa, a exemplo da atividade física, que prediz de forma consistente o envelhecimento saudável. Assim, o presente estudo objetivou identificar a percepção dos idosos, quanto à  importância da atividade física e o impacto desta sobre os resultados de exames, atendimento, tratamento especializado e internações antes e depois da participação no grupo, além de identificar as mudanças na vida destes. Tratou-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, realizada no período outubro de 2011 a janeiro de 2012 no grupo de caminhada de um território da Estratégia Saúde da Família do município do interior do estado do Ceará, com dez idosos com hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, que frequentassem pelo menos uma vez por semana o grupo. As informações foram coletadas por meio de entrevista semiestruturada. Os resultados mostraram que  a atividade física auxiliou na promoção da saúde, reduzindo a necessidade de realização de tratamentos a outros agravos derivados das patologias crônicas, internações e exames, além de possibilitar um espaço favorável para intensificar os valores como afetividade, companheirismo e sociabilidade. Estratégias como a formação de grupos de caminhadas, favorecem a melhoria da qualidade de vida do idoso, principalmente, aqueles com comorbidades crônicas e auxiliam na reestruturação do sistema de saúde a partir do conceito de promoção de saúde.

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